A Comissão de Trabalho da Câmara dos
Deputados aprovou no último mês de junho, proposta que regulamenta a profissão
de gari, trabalhador que atua em serviços de varrição, de coleta de resíduos em
locais públicos, de acondicionamento de lixo e encaminhamento para aterros ou
estabelecimentos de reciclagem.
O texto aprovado estabelece um piso salarial de dois salários
mínimos (R$ 2.824), corrigidos anualmente pela inflação, para uma jornada de 6
horas diárias e 36 horas semanais. É também assegurado ao trabalhador da coleta
de resíduos e conservação de áreas públicas um adicional de insalubridade em
grau máximo, com acréscimo de 40% do salário.
Entre outros benefícios, a proposta prevê o direito à
aposentadoria especial e a vale-alimentação, cesta básica mensal e plano de
saúde, a serem determinados em convenção ou acordo coletivo.
Por fim, determina que aplicam-se ao exercício da atividade as
normas da Segurança e Medicina do Trabalho previstas na Consolidação das Leis
do Trabalho e norma de segurança do Código de Trânsito Brasileiro.
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas
comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Depois, seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados.
Agora, os profissionais aguardam a aprovação do Projeto de Lei.
Como forma de cobrar maior empenho por parte dos parlamentares, os garis
realizaram na manhã de hoje (11/12/2024), uma manifestação no Centro de
Juazeiro do Norte, mais precisamente na praça onde funcionou a Prefeitura Municipal,
reunindo trabalhadores de diferentes municípios, como Nova Olinda, Milagres,
Saboeiro e Crato.
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